Aprendizados

Eu sempre gostei da Gisele. Achava uma menina simples, inteligente e “pé no chão”. Tudo confirmado nesse livro.

Não é um livro bobinho, feito só pra ganhar dinheiro (que ela já tem muito). Achei bem interessante, com lições sobre vários assuntos. Me identifiquei em vários aspectos com ela.

Gostei bastante.

Detalhe: comprei a edição física desse livro.

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Os quatro estágios do perdão

MULHERES QUE CORRE COM OS LOBOS, Clarissa Pinkola Estés

CAPÍTULO 12 – A demarcação do território: Os limites da raiva e do perdão

Os quatro estágios do perdão

1. Deixar passar — deixar a questão em paz
2. Controlar-se — renunciar à punição
3. Esquecer — afastar da memória, recusar-se a repisar
4. Perdoar — o abandono da dívida

DEIXAR PASSAR
Para se começar a perdoar, é bom deixar passar algum tempo. Ou seja, é bom deixar de pensar provisoriamente na pessoa ou no acontecimento. Não se trata de deixar algo por fazer, mas assemelha-se a tirar umas férias do assunto. Isso ajuda a evitar que fiquemos exaustas, permite que nos fortaleçamos por outros meios, que tenhamos outras alegrias na vida. Esse estágio é um bom treino para o abandono definitivo que mais adiante advirá do perdão. Deixe a situação, a recordação, o assunto, tantas vezes quantas for necessário. A ideia não é a de fechar os olhos, mas a de adquirir agilidade e força para se desligar da questão. Deixar passar envolve voltar a tecer, a escrever, ir até o mar, aprender e amar algo que a fortaleça e deixar que o tema saia do primeiro plano por um tempo. Isso é bom e é medicinal. As questões de danos passados irão atormentar a mulher muito menos se ela garantir à psique ferida que lhe aplicará bálsamos medicinais agora e que mais tarde tratará do assunto de quem provocou tal ferida.

CONTROLAR-SE
A segunda fase é a do controle, especificamente no sentido de abster-se de punir; de não pensar no fato nem reagir a ele seja em termos grandes, seja em termos pequenos. É de extrema utilidade a prática desse tipo de refreamento, pois ele aglutina a questão num único ponto, em vez de permitir que ela se espalhe por toda a parte. Essa atitude concentra a atenção para a hora em que a pessoa se dirigir aos próximos passos. Ela não quer dizer que a pessoa deva ficar cega, entorpecida ou que perca sua vigilância protetora. Ela pretende conferir um prazo à situação para ver como isso ajuda. Controlar-se significa ter paciência, resistir, canalizar a emoção. Esses são medicamentos poderosos. Faça tanto quanto puder. Esse é um regime de purificação. Você não precisa fazer tudo; você pode escolher um aspecto, como o da paciência, e praticá-lo. Você pode se abster de palavras, de resmungos punitivos, de agir de modo hostil, ressentido. Ao evitar punições desnecessárias, você estará reforçando a integridade da alma e da ação. Controlar-se é praticar a generosidade, permitindo, assim, que a grande natureza compassiva participe de questões que anteriormente geravam emoções que iam desde a ínfima irritação até a fúria.

ESQUECER
Esquecer significa afastar da lembrança, recusar-se a repisar um assunto — em outras palavras, deixar de lado, soltar, especialmente da memória. Esquecer não quer dizer entorpecer o cérebro. O esquecimento consciente consiste em deixar de lado o acontecimento, não insistir para que ele permaneça no primeiro plano, mas permitir que ele seja relegado ao plano de fundo ou mesmo que saia do palco. Praticamos o esquecimento consciente quando nos recusamos a invocar o material inflamável, quando nos recusamos a mergulhar em recordações. Esquecer é uma atividade, não uma atitude passiva. Significa não trazer certos materiais até a superfície, nem revirá-los constantemente, nem se irritar com pensamentos, imagens ou emoções repetitivas. O esquecimento consciente significa a determinação de abandonar a prática obsessiva, de ultrapassar a situação e perdê-la de vista, sem olhar para trás, vivendo, portanto, numa nova paisagem, criando vida e experiências novas em que pensar no lugar das antigas. Esse tipo de esquecimento não apaga a memória; ele simplesmente enterra as emoções que cercavam a memória.

PERDOAR
Existem muitos meios e proporções com os quais se perdoa uma pessoa, uma comunidade, uma nação por uma ofensa. É importante lembrar que um perdão “final” não é uma capitulação. É uma decisão consciente de deixar de abrigar ressentimento, o que inclui o perdão da ofensa e a desistência da determinação de retaliar. É você quem decide quando perdoar e o ritual a ser usado para assinalar esse evento. É você quem resolve qual é a dívida que você agora afirma não precisar mais ser paga. Algumas pessoas optam pelo perdão total: liberando a pessoa de qualquer tipo de reparação para sempre. Outras preferem interromper a reparação no meio, abandonando a dívida, alegando que o que está feito está feito e que a compensação já é suficiente. Outro tipo de perdão consiste em isentar a pessoa sem que ela tenha feito qualquer reparação emocional ou de outra natureza. Para certas pessoas, finalizar o perdão significa considerar o outro com indulgência, e isso é mais fácil quando as ofensas são relativamente leves. Uma das formas mais profundas de perdão está em dar ajuda compassiva ao ofensor por um ou outro meio. Isso não quer dizer que você deva enfiar a cabeça no ninho da cobra, mas, sim, ser sensível a partir de uma postura de compaixão, segurança e preparo. O perdão é onde vão culminar toda a abstenção, o controle e o esquecimento. Não significa abdicar da própria proteção, mas da própria frieza. Uma forma profunda de perdão consiste em deixar de excluir o outro, o que significa deixar de mantê-lo à distância, de ignorá-lo, de agir com frieza, condescendência e falsidade. É melhor para a psique da alma restringir ao máximo o tempo de exposição às pessoas que são difíceis para você do que agir como um robô insensível. O perdão é um ato de criação. Você pode escolher entre muitas formas de
proceder. Você pode perdoar por enquanto, perdoar até que, perdoar até a próxima vez, perdoar mas não dar outra chance — começa tudo de novo se acontecer outro incidente. Você pode dar só mais uma chance, dar mais algumas chances, dar muitas chances, dar chances só se… Você pode perdoar uma ofensa em parte, pela metade ou totalmente. Você pode imaginar um perdão abrangente. Você decide. Como a mulher sabe que perdoou? Você passa a sentir tristeza a respeito da circunstância, em vez de raiva. Você passa a sentir pena da pessoa em vez de irritação. Você passa a não se lembrar de mais nada a dizer a respeito daquilo tudo. Você compreende o sofrimento que provocou a ofensa. Você prefere se manter fora daquele meio. Você não espera por nada. Você não quer nada. Não há no seu tornozelo nenhuma armadilha de laço que se estende desde lá longe até aqui. Você está livre para ir e vir. Pode ser que tudo não tenha acabado em “viveram felizes para sempre”, mas sem a menor dúvida existe de hoje em diante um novo “Era uma vez” à sua espera.

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Vamos correr de novo

E lá vamos nós correr de novo com os lobos. Já tentei ler esse livro outras vezes, numa ordem linear. Nunca passei da história do Barba-Azul (a segunda).

Agora aconteceu a mesma coisa, mas eu acho que identifiquei um jeito de ler: por temas.

Cada capítulo tem um tema. Vou ler assim, já que não faz diferença seguir linearmente ou não.

Nesse livro encontrei a melhor descrição e definição de PERDÃO que eu já li. Neste momento estou com preguiça, mas assim que eu terminar de ler o livro, volto aqui para transcrever esse texto maravilhoso.

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A maravilhosa Nina George

Este é o segundo livra do Nina George que eu leio, e é simplesmente adorável!

Resumo: Marianne Messmann está presa num casamento sem amor e não vê a hora de pôr um fim em tudo. Durante uma viagem a Paris, ela sobe na Pont Neuf e se joga no Sena, mas é salva do afogamento por um passante. Em seguida, é levada para o hospital e lá vê um azulejo pintado com a linda paisagem de uma cidade portuária da Bretanha. Inspirada pela pintura, ela decide embarcar em sua derradeira aventura.

Ao chegar à Bretanha, Marianne entra num restaurante chamado Ar Mor (o mar) e é arrebatada por um novo e encantador modo de viver. Lá ela conhece Yann, o belo pintor, Geneviève, a enérgica dona do restaurante, Jean-Rémy, o chef perdido de amor, e várias outras pessoas que abrem os olhos dela para novas possibilidades. Entre refeições, músicas e risos, Marianne descobre uma nova versão de si mesma — apaixonada, despreocupada e forte. Porém, de repente, seu passado chega para confrontá-la. E, quando isso acontece, ela precisa decidir entre voltar para sua vida antiga ou abandoná-la de vez em nome de um futuro promissor e empolgante. O maravilhoso bistrô francês é uma jornada dos sentidos, com refeições suculentas e paisagens estonteantes. Uma história recheada de poesia, beleza, sensibilidade, romance, erotismo e segundas chances, que nos mostra que não existe idade para recomeçar e ser feliz.

É essa sensação maravilhosa que temos ao terminar de ler o livro: NUNCA É TARDE PARA NADA. Seja amar, dançar, tocar, pintar, cozinhar… ser você mesma e feliz!

Adorei!

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Contagem regressiva: Que livro!

“Este thriller ambientado na Guerra Fria utiliza uma narrativa em tempo real e gera uma expectativa extraordinária. Impossível parar de ler.” – Booklist

“Follett costura com maestria os fios de sua narrativa até chegar a uma inesperada conclusão. Arrebatador.” – The New York Times

Que livro! Mais uma história incrível contada por este senhor que eu adoro: KEN FOLLETT.

Resumo: Certa manhã, um homem acorda no chão de uma estação de trem, sem saber como foi parar ali. Não faz ideia de onde mora nem o que faz para viver. Não lembra sequer o próprio nome. Quando se convence de que é um morador de rua que sofre de alcoolismo, uma matéria no jornal sobre o lançamento de um satélite chama sua atenção e o faz desconfiar de que sua situação não é o que parece.

O ano é 1958 e os Estados Unidos estão prestes a lançar seu primeiro satélite, numa tentativa desesperada de se equiparar à União Soviética, com seu Sputnik, e recuperar a liderança na corrida espacial.

À medida que Luke remonta a história da própria vida e junta as peças do que está por trás de sua amnésia, percebe que seu destino está ligado ao foguete que será disparado dali a algumas horas em Cabo Canaveral.

Ao mesmo tempo, descobre segredos muito bem guardados sobre sua esposa, seu melhor amigo e a mulher que ele um dia amou mais que tudo. Em meio a mentiras, traição e a ameaça real de controle da mente, Luke precisa correr contra o tempo para conter a onda de destruição que se aproxima a cada segundo.

Devo confessar que matei um pouco a charada do livro mais ou menos no começo. Mas mesmo assim, adorei ler essa história. O tempo todo fiquei imaginando as cenas e seria um excelente filme! Será que nenhum grande estúdio de Hollywood ainda não pensou nisso?

 

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Dizer sim.

 Não dei nada pra esse livro quando vi. A não ser o fato de ter sido escrito pela Shonda Rhimes, que sei quem é, mas não acompanho nenhuma das suas séries. Mas sei que ela é importantíssima. Poderosa. Inteligente. Ou como ela mesma diz: P.U.D (Primeira, única, diferente).

O título me lembra aquele filme do Jim Carrey, que ele diz sim para tudo. É parecido o enredo, mas Shonda conta como foi dizer SIM a tudo o que ela tem medo. A todas as coisas que ela fugia, porque sentia medo. É sobre enfrentar seus medos.

Tem MUITA coisa interessante nesse livro. Muitos chacoalhões, frases de efeito, mas que funcionam, sabe?

Eu gostei muito do livro. Me senti energizada, feliz, motivada, depois de ler. Gostei bastante. Quem sabe eu comece a ver as séries dessa moça, agora.

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Bebida e comida

SINOPSE: O que as batatas têm a ver com a Revolução Industrial? Como o cravo e a canela ajudaram a descobrir o Brasil? O autor do best-seller História do mundo em 6 copos,Tom Standage, conta a história da humanidade de modo inusitado: através da comida. Usando os alimentos como chave para o passado, revela como impulsionaram grandes conquistas e também grandes desastres, como guerras e fomes coletivas. Desde o surgimento da agricultura, há milhares de anos, a comida determinou estruturas sociais e divisões de classe, e chegou mesmo a traçar a forma atual do mapa-múndi. Isso quer dizer que a história do mundo seria muito diferente se nossa relação com os alimentos fosse outra. Essa abrangente viagem pelo passado nos ajuda a pensar desafios futuros, como temas polêmicos que vão desde a agricultura orgânica e o uso de transgênicos a uma velha questão que ainda ronda o homem: até quando haverá comida suficiente para alimentar uma população mundial em crescimento?

Well, well… o primeiro livro dele foi muito mais legal que esse. A história do mundo em 6 copos foi bem mais divertido e informativo.

Não desgostei desse, só achei sem graça. E confesso que pulei umas páginas pra acabar logo. #prontofalei

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